Home / Destaques / Professor esclarece polêmica da faixa arco-íris; vai virar graduação? Assista a entrevista

Professor esclarece polêmica da faixa arco-íris; vai virar graduação? Assista a entrevista

Na semana passada, um vídeo em que um faixa preta dizia que implementaria na sua equipe uma faixa das cores do arco-íris em prol ao movimento LGBTQIA+, viralizou no mundo do jiu-jitsu.

A partir de então, diversas teorias foram criadas e mais opiniões foram emitidas, mostrando o quanto é importante debater o assunto nos meios em que vivemos. Uma pesquisa realizada em 2019 pelo Grupo Gay da Bahia mostrou que, no ano passado, o Brasil registrou 329 mortes por homotransfobia. Isso equivale a uma morte a cada 26 horas.

Para esclarecer o fato, o canal Jiu-Jitsu in Frames entrou em contato com o professor Branco, o faixa preta do vídeo, e publicou uma entrevista em que ele explica o motivo pelo qual decidiu criar a faixa, de maneira simbólica, não servindo como graduação ou distinção de gêneros dentro do tatame.

Branco ainda ressalta algo importante: “O jiu-jitsu não é separado da sociedade. O jiu-jitsu faz parte dessa sociedade e essa sociedade precisa ser debatida no jiu-jitsu. Quantas pessoas em sua maioria vai treinar jiu-jitsu não para ser atleta, mas para um condicionamento, para formar alguma personalidade que ele tem ali por achar que é interessante, por achar que a tradição do jiu-jitsu vai dar uma personalidade social. Então a gente tem que se preocupar muito com a formação desses formadores, porque acho que é importante a gente discutir isso aí, porque isso acaba refletindo nas futuras gerações. Se a gente achar que é tradicional e não pode ser discutido e debatido, permanecerá tradicional e a gente não vê muita coisa. A gente só vai enxergar o que a gente quer ver”.

Ele ainda deixou claro que não tem poder algum para mudar um sistema de graduação, muito menos em relação da federações de jiu-jitsu e que a faixa foi apenas para mostrar que todos são bem vindos no esporte.

ASSISTA a entrevista completa.