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Patrick Gaudio conta como trocou Miami por São Paulo e chegou na Dream Art

Patrick Gaudio, Europeu 2020 (Crédito: Shawna Rodgers)

Logo após o título do Campeonato Europeu em janeiro de 2020, Patrick Gaudio oficializou a ida para a Dream Art, projeto da Alliance que tem Isaque Bahiense como um dos líderes. O faixa preta deixou a GF Team, no Rio de Janeiro, e se mudou para São Paulo para treinar no time.

 

Mas antes da mudança se materializar, Patrick tinha outros planos: após uma proposta, ele passaria uma temporada treinando com Roberto Cyborg na Fight Sports, em Miami. Acontece que os planos mudaram poucas horas antes do voo. Foi o que ele contou em entrevista ao quadro Open Mat no canal do Youtube e podcast Jiu-Jitsu in Frames.

 

Com as malas prontas e algumas lutas marcadas fora do Brasil, ele optou por não ir e conta: “No dia da viagem me deu uma angústia, uma aflição. Eu ia viajar seis da tarde, meio dia comecei a ficar com aflição. Eu fiquei: ‘caraca, vou embora do Brasil, cara. Vou deixar todo mundo, tô deixando meu cachorro, minha filha… Tô deixando geral’. Ai falei ‘mano, eu não vou’. Com a passagem comprada”.

 

“Ai me perguntaram: ‘mas você é maluco?’. E eu: ‘pô, acho que sim, eu sou maluco’. Se isso é loucura”, disse Patrick, que também falou sobre o itinerário e o que o acarretaria ter deixado o voo: “Eu comprei a passagem do Rio para Miami, Miami – Portugal. Tinha uma luta com o Keenan no Substars em Miami e minha luta com o Gordon, eu tinha que estar em Miami para o cara pagar minha passagem de Miami para Houston para lutar com o Gordon. Eu nem pensei nisso”.

 

Em casa e decidido a não ir para os Estados Unidos, ele ligou para o Cyborg para avisar da desistência e lembrou: “Eu deitei no sofá, fiquei uns 30 minutos parado, olhando para a televisão desligada. Eu fiquei assim: ‘caraca, minha passagem para lutar o Europeu tava pra sair de Miami, então não vou lutar o Europeu (…) A próxima seria com o Keenan, mas eu tinha que estar lá também porque a luta é em Miami (…) Depois com o Gordon, o cara só ia pagar minha passagem se fosse voo interno (…) Eu falei: caraca eu perdi tudo, tô treinando a toa’. E comecei a surtar”.

 

Durante ‘o surto’, ele conta que Pimentel (da Dream Art) o mandou uma mensagem perguntando quando ele ia fazer parte do time. Foi quando ele contou que havia desistido de morar em Miami.

 

Na sequência, Pimentel o chamou para ir para São Paulo, treinar na Dream Art e disse que arcaria os custos dele para o Europeu, desde que usasse o patch da equipe e que, depois disso, ele decidiria o que fazer com a equipe.

 

“Lutei o Europeu pela GF Team ainda mas no outro dia eu falei que ia trocar, já. Porque o que ele fez por mim foi muito maneiro”, finalizou. O primeiro contato dele com o time foi quando Isaque o chamou para dar um seminário e um treino na academia, em 2019.

 

Patrick deixou claro que conversou com seus antigos professores, Júlio César e Theodoro Canal da GF Team e que ficou tudo bem quanto sua mudança. Após a pandemia do coronavírus, Patrick voltou para o Rio de Janeiro e apesar de ter tido a luta com o Gordon Ryan desmarcada, já está treinando com seus companheiros da Dream Art para um próximo desafio.

 

Para assistir a entrevista completa com Patrick, acesse o canal no YouTube do Jiu-Jitsu in Frames ou se preferir, pode ouvir também no podcast.