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TERRITÓRIO HOSTIL…SERÁ?

Ao confirmar presença no II Camp RMNU Brasil, em Curitiba, um pensamento passou pela minha cabeça: lembrei-me do cenário do Jiu-Jitsu na década de 90 e meados dos anos 2000.

A defesa das bandeiras era o principal “código de honra” dos lutadores, seus times eram como suas famílias, seus companheiros de treinos eram como irmãos. As equipes, por sua vez, eram como seitas, grupos fechados, sendo inimagináveis os intercâmbios de treinos entre times diferentes, que não possuíssem a mesma raiz, um mestre em comum. A união total entre as equipes de Jiu-Jitsu só ocorria em momentos cruciais para a nossa Arte, como no Desafio de 1991, onde os guerreiros da luta-livre esportiva foram esmagados pelos representantes do Jiu-Jitsu.

Ao me lembrar desse cenário passado, passei a aguardar com mais ansiedade a chegada do fim de semana de 15 a 17 de setembro de 2017. Estava curioso para saber como seria participar de um camp de uma equipe que não era a minha, como único representante do meu time (Prime Team-RJ) e fora do meu estado de origem.

Não vou chamar de surpresa a recepção que tive por parte do professor Jean Rotondaro e de seus companheiros de equipe e alunos. Apesar de estar conhecendo pessoalmente Jean ali no hotel, nós já nos conhecemos virtualmente, através do BJJForum, há mais de dois anos, assim como os outros membros do BJJForum presentes ali. Estávamos nos vendo pela primeira vez sim, mas com uma amizade que parecia daquelas trazidas de muito tempo.

Da esquerda para a direita: Vitão, Magrinho, Júnior, Vitor, Fabinho, Andrei, Pedrão, Jean, Bruno e Ramos

Os faixas pretas Júnior (GB Matriz), Jean Rotondaro (RMNU), Fabinho Jesus ou Jiu-Jitsu aos 40 (Gracie Humaitá-MT) e eu, Andrei Gustavo (Prime Team); o faixa marrom Júnior “Magrinho”(Ares JJ); os faixas roxas Bruno Fugazza (Guigo), Vitão Codeço (Carlson) e Pedrão Gaúcho (GB Santa Maria) e os faixas azuis Vitinho Maciel (G13), Rafael Issão (GB SC) e Rodrigo Ramos (AKVA Jiu-Jitsu). Esses eram os representantes do BJJForum no Camp. Pude atestar, ali, que a amizade e alto astral dessa galera é tão verdadeira ao vivo quanto sempre foi virtualmente, são grandes amigos que o Jiu-Jitsu me deu!

A rotina da caserna e os estudos me afastaram muito mais do que eu gostaria do Jiu-Jitsu nos últimos três anos, e isso era um fator que martelava minha mente. Não queria ser amassado nos treinos do camp! Mas não foi o que aconteceu, porque o ambiente estava longe de parecer competitivo.

Agora vai o meu agradecimento especial a Jean Rotondaro, Marcelo Xingu e os demais professores e alunos RMNU presentes no camp. O clima no dojô era de unidade, de uma família reunida pelo Jiu-Jitsu. Todos nós, forasteiros, fomos recebidos com um sorriso no rosto e um abraço, sendo impossível não ficar à vontade no meio de tantas feras. Pudemos ali aprender muitos detalhes e ajustes até então desconhecidos, compartilhar outras técnicas e também fazer aquele chãozinho com os nossos novos amigos!!! Foi um fim de semana incrível, de muitas gargalhadas, muito companheirismo e sim, de muito Jiu-Jitsu! Recomendo muito o Camp e já garanto aqui a minha presença nos próximos!!

No começo do texto, eu citei o clima tenso entre as equipes de Jiu-Jitsu quase 30 anos atrás. Tempos que não voltam mais. Ainda bem.

Hora do treino! Até a Próxima!

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