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Samir Chantre – Jiu-Jitsu Profissional: ainda um sonho, ou já realidade?

Samir Chantre luta em edição do Fight to Win Pro

O Jiu-Jitsu competitivo começou há muitos anos, porém,  o nosso esporte nunca foi uma indústria muito lucrativa. Muitos lutadores levavam paralelamente uma profissão ou buscava cursar uma faculdade para poder se manter enquanto dedicavam o seu tempo livre ao esporte, tendo ainda que arcar com todas as responsabilidade financeira que o esporte demanda. Hoje as coisas parecem estar mudando, haja vista os campeonatos com premiações, super lutas com bolsas generosas e, até mesmo, federações profissionais que estão surgindo no nosso esporte, o que parece ser hoje o futuro do Jiu-Jitsu Profissional.

Um atleta de Jiu-Jitsu por muitos anos viu somente os patrocinadores como fonte de lucro, porém, hoje muita coisa mudou. O Jiu-Jitsu está vendo uma indústria muito grande de eventos profissionais crescer pelo mundo, não só com campeonatos valendo dinheiro como o lendário ADCC ou o Abu Dhabi Pro, mas também com eventos de lutas casadas como por exemplo Metamoris, Polaris, Berkut e o mais “badalado” do momento, o Fight to Win Pro, sendo este, por sua vez, o mais frequente, com eventos praticamente todas as semanas, contando com lutas de faixas amarelas até pretas em seu card preliminar, além de lutas de faixas pretas mais renomados em seu card principal que inclui disputas de cinturões.

Como prova de que o evento tem, realmente, investido na profissionalizacao do Jiu Jitsu, vale ressaltar que o presidente do Fight to Win Pro pagou em atletas no ano de 2016 cerca de 400 mil dólares, e está disposto a investir cerca de 1 milhão em 2017.

Muitas coisas no momento passam pela cabeça do atleta se olharmos pra trás e ver o quanto o esporte evoluiu. Será que vamos chegar ao nível do MMA? Vou dar um pista: O Berkut, uma organização de MMA da Rússia, 2 anos atrás fez seu primeiro campeonato de Jiu-Jitsu e convidou 6 atletas de alto nível pra fazerem lutas casadas pra dar mais credibilidade ao evento. Já no ano passado, em seu terceiro evento, foram 20 lutas casadas e, por sua vez, considerado um dos maiores “cards” que o mundo do Jiu-Jitsu já viu. No entanto, esse ano, o Berkut iniciou uma organização de Jiu-Jitsu, chamada ACBJJ, aonde ela assina os seus atletas em um contrato exclusivo de dois anos onde os mesmo lutarão um GP pra decidir quem vão ser os campeões e desafiantes em cada peso, formando assim, a primeira organização de Jiu-Jitsu profissional que tem exclusividade com seus atletas.

Diante de tudo,  caro leitor, seria possível afirmar que o Jiu-Jitsu Profissional já é uma realidade? Eu entendo que sim, porém, com ainda muita possibilidade de crescimento. Outros eventos e organizações estão surgindo e já com a cabeça de que o cenário está mudando, que não tem mais espaço pra uma federação que vai somente querer lucrar com os atletas. Agora resta a nós, atletas, fazermos as escolhas certas, trabalhar para que o nosso esporte continue crescendo de maneira idônea para que pessoas físicas e empresas continuem o interesse em investir no nosso esporte.

 

  • Marcel Bombeiro

    Eu acho que uma federação amadora – por exemplo a IBJJF – sempre vai ter, pra servir de acesso e vitrine pros atletas aparecerem pros eventos profissionais. Agora esse monte de federação caça niquel tende a acabar ou ficar cada vez menos expressivas.

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