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Rodrigo Fajardo: Bicampeão Europeu

 

Realizado na última semana, entre os dias 17 e 22 de Janeiro, o campeonato Europeu de Jiu-Jitsu realizado pela IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation), reuniu muitas figuras conhecidas no cenário mundial.

Um nome que vem representando a bandeira do Jiu-Jitsu paranaense nos últimos anos é Rodrigo Fajardo, o Pimpolho. Atualmente ele é Responsável pela Bandeira da Gracie Barra no estado do Paraná, além de ministrar seminários pelo mundo, desde o velho continente (Europa) até nossos vizinhos “hermanos”.

E no último domingo dia 22/01, Pimpolho se sagrou bicampeão na categoria Meio Pesado no Europeu, demonstrando muita calma e técnica, em luta muito apertada contra a fera da Nova União, Horlando Monteiro.

Apenas para relembrar o currículo do nosso campeão, temos campeonatos Brasileiros, Sul-Americanos e Europeus.

Aproveitamos para trazer em primeira mão, um breve relato do campeão Meio Pesado Europeu deste ano!

Olá Pimpolho.

Primeiramente gostaríamos de agradecer a sua disposição em nos atender, pois além de atleta é Empresário e Professor de várias turmas em sua academia, sem contar os seminários que vem ministrando pelo mundo.

 

Pra galera te conhecer melhor, quem é o PIMPOLHO, quais suas referências dentro e fora do esporte? O que te fez “viver” do Jiu-Jitsu?

Eu sou um praticante de Jiu-Jitsu que desde o início treinei bastante e por gostar muito da arte e comecei a competir com 5 meses de prática, no final do ano 2000 e nunca mais parei.. Hoje em dia sou o responsável pela Gracie Barra Curitiba e colaborador regional no estado do Paraná. Meu avô me fez um grande favor de apresentar-me o Jiu-Jitsu.

Ele é minha referência como pessoa e sou muito grato a ele. No Jiu-Jitsu minhas referências são Roger Gracie, Romulo Barral e Braulio Estima.

Descreva pros amigos do BJJForum, qual é a sensação de vencer novamente o Campeonato Europeu, tendo travado uma batalha duríssima na final contra a fera Horlando Monteiro?

É uma sensação única. Ano passado vim e voltei sem nenhuma medalha e decidido a repensar nos meus treinos. Dediquei-me, pedi ajuda das pessoas certas e o resultado veio. Ganhar o Europeu é algo muito difícil, então a sensação é de ter conseguido conquistar algo que demora muito para ter e que é muito difícil de realizar o valor que tem é imensurável e dar o grito de “ganhei!”

É muito legal!

Não podemos deixar de levar em conta que você tem se mantido entre os grandes, tendo vencido pela primeira vez o Europeu em 2012. À que você atribuí sua longevidade e desempenho nos campeonatos, especificamente neste último Europeu?

Descanso, alimentação e treinos. Exatamente nesta ordem, e o diferencial desta vez foi procurar fazer outras atividades esportivas tentei me desconectar do Jiu-Jitsu nos finais de semana e isso me deixa renovado na segunda-feira onde se iniciam os treinos. E sigo uma dieta elaborada pelo meu nutricionista Lucas Gossling, que é meu faixa preto, tornando muito mais fácil a compreensão dele, das minhas necessidades. Ele também me pôs em contato com a Hidratta Farma uma farmácia de manipulação que me apoia com suplementos personalizados para mim, juntando a isso, eu me alimento no restaurante Santigusta que me apoia desde 2006 tornando muito viável a minha dieta.

É sabido que sua rotina de treinos se dá grande parte em Curitiba. Através de suas redes sociais, podemos ver que você cuida bastante do condicionamento físico. Além das artes marciais (Jiu e Judô), que outro tipo de preparação você faz?

Eu faço pilates no Studio New York com o professor Igor Baran, meu faixa preta, o que previne muito minhas lesões e também alinha o meu corpo equilibrando minha musculatura. A preparação física é com outro faixa preta meu, Zanon Macedo que também sabe das minhas necessidades, mantendo o bem estar físico e isso faz com que eu tenha prazer em me preparar.

Você veio para este campeonato com “sangue nos olhos”, deixando bem claro que vinha para ganhar. O que mudou na sua preparação? Teve algo que lhe deu uma motivação maior neste campeonato específico?

Meus tios no ano passado me cobraram uma preparação diferenciada, eles disseram que eu deveria me preparar fora da minha zona de conforto. Por isso eu fui ano passado à escola do Romulo Barral em Northridge na Califórnia. Lá eu convivi com ele, Otavio Souza, Felipe Pena, Gabriel Arges, Edwin Najmi e outros faixas pretas que estão sempre lá treinando pesado de janeiro a janeiro. Fiquei um mês lá apanhando todos os dias “hehehe”, isso me fez pensar e reformular meu treino de competição e minha preparação física.

O meu avô faleceu no final do ano passado, ele sempre foi um exemplo para mim e eu sempre lutei para mostrar para ele que eu tinha dado certo na vida e que ele me ajudou com isso. Agora eu não tenho mais ele fisicamente, mas faço isso tudo para provar para ele que eu sou melhor do que qualquer adversidade independente mesmo que ele não esteja fisicamente comigo!

O que significa o campeonato Europeu para você? Como avalia iniciar o ano ganhando um campeonato de extrema importância como este?

O Europeu é o terceiro maior evento do mundo, só fica atrás do Pan e Mundial. Começar o ano assim embala o ritmo para o ano todo, isso me proporciona ânimo para os treinos e me ajudo com os seminários o que ajuda o bolso, pois sabemos que uma preparação de alto nível, exige muito comprometimento financeiro. Aliás, quem estiver interessado me procure. Por favor!

Como você avalia o desempenho da GB neste campeonato, especificamente da galera de Curitiba, que representou a bandeira da sua academia?

A GB foi campeã geral no Adulto e no Master, aconteceu o mesmo em 2012. Acho que eu dou sorte para a GB. O Rafael Campos foi vice-campeão na faixa azul peso pluma fazendo 6 lutas duríssimas. A Rafaela Schmitz foi campeã faixa azul, lutando bem demais ganhando 3 lutas, fazendo uma final emocionante. Tivemos também na faixa azul a Hevellyn S. Santos que ficou em terceiro lugar lutando com muita garra e determinação. A Janaina Tozini, faixa roxa ficou em terceiro lugar fazendo um excelente trabalho de guarda. O Ralfa Jonny, Jean e Mariana Fanini não subiram no pódio, mas representaram bem a equipe e pelo que conversamos, estamos trazendo muito aprendizado e vamos vir com mais vontade ainda no próximo.

Falando ainda da galera de Curitiba, as meninas que foram para o Campeonato tiveram um excelente resultado. O que pode nos dizer do Jiu-Jitsu feminino? Como avalia o crescimento do número de mulheres nas academias e nos campeonatos?

Elas tiveram um ótimo desempenho! Infelizmente teve uma aluna da GB de Londrina, a Mayara Custódio que acabou quebrando o pé na luta. Ela é uma grande atleta da nossa equipe e foi uma pena ela ter se machucado sério, pois ela vinha controlando muito bem a luta, mas luta é luta… Sobre o Jiu-Jitsu feminino eu fico muito feliz de ver o crescimento porque isso traz muita credibilidade ao esporte o que dá um retorno muito positivo. Isso traz a confiança de que uma escola de Jiu-Jitsu é um bom ambiente e que crianças também podem praticar e isso garante o futuro do nosso esporte.

Pimpolho, o que podemos esperar da sua equipe para este ano de 2017? E o que podemos esperar de você este ano?

Quero que minha equipe vença o estadual este ano e as duas edições do Curitiba Open também este ano. Vou me dedicar para ser melhor a cada dia e em cada competição. Quero ser campeão Pan-Americano e mundial este ano.

Pimpolho, gostaríamos de agradecer bastante a sua disposição e mais uma vez ta parabenizar pelo grande desempenho no campeonato.

 

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