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Promessas do Jiu Jitsu – Thayná Rodrigues, faixa azul da Guigo Jiu Jitsu

Eu sempre fico particularmente receoso na hora de escrever e postar coisas no BJJ Fórum sobre atletas com os quais tenho amizade pessoais ou sou colega de equipe, por medo de passar impressão de parcialidade e de estar “puxando sardinha”. Mas no caso da Thayná, os resultados dela em 2017 falam por si: campeã brasileira, prata no Mundial e bronze Panamericano IBJJF, sempre apresentando um Jiu Jitsu completo e ofensivo, e ainda por cima sempre dando aquela moral pra nós com nosso patch no kimono!

Mas mais do que nos campeonatos, é exatamente no dia a dia que se percebe o esforço, a dedicação e o talento dela, e é sem nenhum peso na consciência que decidi selecioná-la para o quadro “Promessas do Jiu Jitsu” aqui do site.

Então confere aí o perfil e entrevista com duríssima faixa azul de 20 anos, atleta da Guigo Jiu Jitsu!

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FICHA TÉCNICA

Nome: Thayná Rodrigues
Faixa: Azul
Categoria: Leve

Idade: 20 anos
Cidade onde Mora: São Paulo
Cidade onde Nasceu: Osasco

Equipe: Guigo JJ
Professor: Luiz Guigo/Diego “Gavião” Vivaldo

Há quanto tempo treina: 3 anos
Quando recebeu a faixa atual: Junho 2015
Técnica Favorita: Omoplata

Principais Ídolos no Esporte: Rômulo Barral, Gezary Matuda, Diego Vivaldo.
Principais Títulos: Bi-campeã brasileira, campeã paulista, vice campeã mundial IBJJF, campeã SP BJJ Pro.

Facebook: thayrodrigs
Instagram: thayrodriguesbjj

Patrocinadores:
Puracaffeina, Team Giannatempo (Barbara e Bianca Giannatempo), psicóloga Michely Amaral, Laje.

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Thayná com a prata no Mundial IBJJF

Entrevista

BJJ Fórum: Fala um pouco sobre o seu começo no Jiu Jitsu. Há quanto tempo e por que começou.

Thayná Rodrigues: Comecei o jiu jitsu quando tinha de uns 12 pra 13 anos numa academia de musculação de bairro. Tava no ensino fundamental e queria fazer alguma atividade física ou esporte. Me matriculei, e resolvi experimentar. Eu adorei o treino. Terminei o treino exausta e super animada. Eu era a única menina, e minha mãe sempre me acompanhava nas aulas por causa disso… ficava incomoda com isso.

Passei uns 3-4 meses esperando entrar alguma menina e nada. Minha mãe acabou me proibindo de ir. Tentei outros esporte, mas nenhum me deixou tão animada quanto o jiu-jitsu. Anos depois comecei a trabalhar, e me matriculei novamente no jiu-jítsu com 17 anos, com o professor Alexandre Ratinho. Ele que me incentivou a me inscrever no meu primeiro campeonato. E estou até então.

Qual é a maior dificuldade que você enfrenta nessa vida de atleta?

A maior dificuldade é conseguir dinheiro para me manter competindo. Porque não tenho patrocínio, e o jiu jitsu é um esporte caro. Praticamente todo fim de semana tem campeonato. E as inscrições aumentam a cada dia. Tento correr atrás fazendo rifa, pedindo ajuda dos amigos e familiares. E além do mais tenho que me desdobrar em mil pra conseguir conciliar a rotina de treinos com a faculdade.

O título Brasileiro em 2017

Você teve um ano de 2017 muito forte e conseguiu chegar no topo da sua categoria em todos os grandes torneios que disputou. O que você mudou de 2016 pra cá para obter esses resultados?

Comecei a acreditar mais no meu jogo, em mim e conquistei o apoio da pessoa mais importante da minha vida… minha mãe.

Onde você se vê no Jiu Jitsu em 10 anos?

Quero viajar pelo mundo disseminando tudo que aprendi, construir a minha história no esporte.

Pra fechar, algum recado ou agradecimento final?

Queria agradecer a todas as pessoas que me apoiam e acreditam no meu trabalho. A toda a equipe Guigo JJ, e ao BJJ Fórum por ter pensado em mim pra essa entrevista. Significa muito pra mim! Obrigada!

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