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Michael Langhi cita 5 erros psicológicos que você deve evitar no Jiu-Jitsu

Michael Alexandre Langhi é um dos craques que mais estudam e buscam alternativas para cada um de seus alunos, ao analisar a arte nos seus mínimos detalhes, dentro e fora dos tatames.

Tricampeão mundial de Jiu-Jitsu pela IBJJF, Langhi é um dos adeptos à filosofia do “The BJJ Mental Coach”, do faixa-preta Gustavo Dantas, onde visa auxiliar o competidor de Jiu-Jitsu a se tornarem emocionalmente mais maduros para que eles atinjam o melhor de suas habilidades e o sucesso. Após a parceria que deu certo, Langhi conta que melhorou em todas as áreas da vida, e não somente no Jiu-Jitsu.

“Gustavo me deu todas as ferramentas para a evolução. Eu sou uma pessoa melhor do que fui ontem e certamente serei uma pessoa melhor que fui hoje”, diz Langhi.

Agora também professor na Alliance, em São Paulo, Langhi auxilia seu alunos seja em conversar, experiências vividas e em treinos. Os resultados são visíveis a cada torneio.

Para auxiliar você, competidor de Jiu-Jitsu, o faixa-preta listou os cinco principais erros psicológicos que um atleta comente antes mesmo de pisar no tatame para lutar. Leia, pratique e torne-se um competidor mais maduro em 2018.

1. Não dá importância para a parte mental

“Acho que o primeiro deles é não dar o valor à parte psicológica que ela merece. A parte mental é um fator muito importante, principalmente quando se trata não só do esporte, mas tudo que envolve um teste aonde te tira da zona de conforto. Então, tudo aonde você tem que ser testado, que tem uma pressão em cima, o fator psicológico é uma questão importantíssima. Então acho que o primeiro erro que a galera comete é não dar realmente a importância ao fator psicológico que ela merece”.

2.  Criar um adversário “monstro”

“Um erro que um competidor comete, no meu ponto de vista, é superestimar o oponente. Óbvio que você tem que respeitar todos, mas às vezes você cria um monstro: “Pô, o cara é campeão mundial, o cara é isso, o cara é aquilo, o cara é foda, o cara pegou o outro, o cara fez isso e às vezes você acaba superestimando o teu oponente e o transforma em mais do que ele é”. Então, a melhor maneira é você respeitar e ir lá e sair na porrada, dar o máximo. Quando você dá o teu máximo, essa é a melhor maneira de você respeitar o teu oponente. O fato de você, às vezes, pintar uma imagem que não existe acaba atrapalhando também na hora da competição”.

3. Subestimar o próprio potencial

“Outro erro que diminui suas chances é você se subestimar. Achar que você não é bom o suficiente para aquela missão ou para tal campeonato. Muitas vezes o cara treina, faz dieta, preparação e aí chega na hora, o cara se subestima… Ele acha que não está preparado, ele acha que todo mundo é melhor que ele, ele acha que não vai conseguir e acaba assim mandando uma energia negativa que com certeza vai bloqueá-lo, vai fazer com que ele não atinja o máximo dele em um campeonato. Acredite em você e aumente suas chances de êxito”.

4. Evitar os momentos ruins

“A galera quando vai falar de visualizar sobre parte psicológica, acaba sempre querendo fazer o seguinte: vou me visualizar indo lá, raspando, passando, pegando, ganhando, e só pensar em coisa positiva. Eu acho que essa é a chave. Acho que você tem que preparar a tua mente, teu psicológico para a coisa ruim também. Se você se visualizar só ganhando, isso é fácil. Então um toque também é você visualizar tomando um atraso. O cara te raspou, está lhe dando uma blitz na guarda, você está tomando um atraso e aí você se supera e ganha. Então, você tem que preparar tua mente, teu psicológico não só em uma situação confortável, onde você está tendo vantagem, tendo controle da luta, mas deixar preparado também o consciente de que a hora ruim vai vir também, aquela blitz, aquela situação difícil. Tudo isso vai acontecer durante a luta e se você não trabalhar tua mente para essa hora, quando ela acontecer vai ser uma frustração muito grande e você não vai conseguir superar e mudar esse cenário. Trabalhe o psicológico não só no bom, mas trabalhe também em uma situação ruim também, e depois dando a volta por cima. Acho que esse é um dos principais: a galera hoje tem muito aquela visão de vou entrar, vou raspar, vou pegar e não prepara a mente para o que há de pior”.

5. Analisar um duelo antes de acontecer

“Ás vezes, você chega e fala: ‘Pô, vou lutar com aquele cara, sabe o que ele faz?”. Ai chega outro e diz: “Ele passa a guarda bem, ele tem uma guarda muito boa, dá chave de pé e leglock, mas o bom mesmo do cara é o judô’. Nesse ponto, tu já deixaste aquilo te contaminar e você pensa: “não vou nem entrar pra lutar então”. Acho que um fator psicológico que a galera erra bastante é querer perguntar para um amigo qual que é o jogo do cara, aí o cara, não por maldade, fala tanta coisa boa do adversário que a gente vai lutar e já vai com aquele grilo: “O cara faz chave de pé, o cara passa…”. Não tem nada disso. A gente tem que, obviamente, estudar o oponente isso faz parte. Porém, mais importante do que saber o que ele faz, é saber o que a gente vai fazer quando ele tentar impor o jogo dele. Acho que esses são os cinco fatores que eu acho importante e determinante na hora de entrar numa competição, é mais ou menos o que eu tento fazer”.

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