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Jiu-jitsu aos 40 Ou: “Força da Gabi Garcia”

“Isso, agora puxa, mas faz uma força de menina, senão machuca”, foi o que eu disse para o meu parceiro Magrinho (que de magro não tem nada, pois pesa uns 100kg e tem a força de uma locomotiva desgovernada), quando este treinava detalhes de uma guilhotina que eu acabava de mostrar. Sua vítima, o mal afortunado Rodrigo Ramos, ambos do bjjforum.com.br. Magrinho, seguindo minhas orientações, puxou o pescoço do amigo com força de menina. Só que se confundiu e usou a força da Gabi Garcia ou Cris Cyborg, sei lá, e quase arrancou o pescoço do pobre e agora dolorido Ramos.

Esse foi um dos muitos episódios que rolaram no final de semana passado, no 2º RMNU Camp, evento de confraternização da equipe do multi-campeão Róbson Moura, organizado pelo líder do time no Brasil e colaborador do bjjforum.com.br, Jean Rotondaro. O camp teve a duração de 3 dias, no hotel Bristol em Curitiba, e além dos membros da RMNU, contou com a participação de vários amigos do site, e além dos 3 citados, marcaram presença ainda o Andrei Santiago, Júnior Bel, Bruno Fugazza, Rafael Issão, Pedro Leão, Vítor Codeço e Vítor Maciel.

Eu só conhecia pessoalmente o Júnior, Issão, Codeço e Bruno. Mas o jiu-jitsu tem o condão de fazer com que desconhecidos virem amigos de infância, e logo no primeiro contato já estávamos contando histórias e brincando uns com os outros como velhos parceiros.

Nos tatames, mais de 20 faixas-pretas, responsáveis pelas aulas. E vou falar, os caras deram um show. Jean, Xingu, Bisqui, Macarrão, Diego, Fábio, Róbson, Melquisedec, Sapo e Leonardo ensinaram o mais puro e eficiente jiu-jitsu. Aprendi muitos detalhes com eles, que no decorrer da semana já vitimaram alguns incautos nos treinos.

Na tarde de sábado, tive a honra de dividir o tatame com o Jean, e puxamos a aula dos graduados. Passei uma variação de leglock e outra de chave de panturrilha, que costumo aplicar nos campeonatos, e o Jean passou duas ótimas chaves de panturrilha quando seu adversário te aplica o gancho de la riva. Tenham certeza, o cara conhece jiu-jitsu demais.

 

Eu treino desde 93, e vejo com alegria o quanto a mentalidade dos praticantes da arte mudou. Naquela época, seria inimaginável lutadores de equipes diferentes trocando conhecimento, o jiu-jitsu era quase uma caixa preta, onde os times buscavam esconder dos demais os seus truques. Pois bem, passamos um tempão depois do treino compartilhando posições, estratégias, cada um acrescentando um detalhe novo, uma forma diferente de abordar cada técnica.

Domingo, dia de ir embora. Aquela sensação de fim de verão, quando você sente que os bons momentos que passou vão infelizmente terminar. A absoluta convicção de que considero mais a amizade daqueles malucos, que conheci há pouquíssimo tempo, do que muita gente que convivo diariamente. E a certeza que voltarei no ano seguinte no próximo camp. Fique ligado e não perca por nada. Você vai me agradecer ao final.

Me segue lá no Instagram para acompanhar essa jornada no dia a dia: @jiujitsuaos40!

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