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Jiu-jitsu aos 40 Ou: “Cresça ou Morra!”

Las Vegas, 25 de agosto, sexta-feira. Algum tempo após o juiz levantar o braço do meu oponente, nas quartas do mundial de Masters, eu me encontrava sentado sozinho na arquibancada. Fazia nesse momento uma avaliação de todo processo que me levou até ali. Dieta, treinos físicos, parte psicológica, eu buscava abordar os pontos mais importantes, de maneira mais honesta e transparente possível. Os acertos, para mantê-los. Os erros, para que não voltassem a acontecer. Faço isso sempre, independente do resultado do campeonato.

E procuro traçar as próximas metas, bem como escolher os próximos desafios. E o objetivo seguinte será o brasileiro sem kimono, no final de setembro no Rio. Não sei o porquê, mas sempre gostei de treinar sem kimono, bem antes da sua popularização, a partir de 1998, ano do primeiro ADCC, idealizado pelo sheik Tahnoon Bin Zayed, de Abu Dhabi.

Arona x Cachorrão ADCC 2001

Nessa época, os treinos sem kimono consistiam basicamente na aplicação das mesmas técnicas utilizadas de kimono, logicamente as que não necessitavam segurar no pano para serem aplicadas. Com o passar do tempo, o sem kimono foi se distanciando cada vez mais, com o desenvolvimento de métodos e estratégias específicos. Golpes não tão frequentes em lutas de kimono, como triângulos de mão e guilhotinas, foram aperfeiçoados e refinados. Hoje em dia pode-se dizer que são praticamente duas modalidades distintas.

E, evidentemente devem ser treinadas de maneira diversas. Os ajustes, distribuição de peso, pegadas, o gasto de energia, todos os aspectos precisam ser muito estudados e levados em consideração. Até porque hoje em dia não existem mais turistas nos campeonatos grandes, o nível está altíssimo. Qualquer vacilo e você pode se ver preso de maneira implacável numa gravata.

Outro dia um amigo me perguntou porque participar de um campeonato tão grande apenas um mês depois do mundial. Sujeitar-me novamente a uma preparação pesada e dieta rigorosa, quase sem intervalo de descanso. Respondi: Por causa do Lou. Ele me olhou com uma cara de curiosidade. Expliquei: foi por causa do Lou Holtz, ex-jogador e ex-técnico de futebol americano. Em um de seus famosos discursos, ele afirmava: “Se você não está crescendo, você está morrendo”.

Se você não sai da sua zona de conforto, não se desafia, não se compromete com o que faz seu coração bater, você está morrendo. E eu ainda tenho muito a fazer aqui.

Faltam 17 dias.

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Releia as colunas anteriores da série “Jiu Jitsu aos 40”:

Coluna 1 – Até que esse coroa é duro hein

Coluna 2 – Alô, é da casa do leão sem dentes?

Coluna 3 – Garçom, me traz um elefante!

Coluna 4 – Caindo pra dentro de 1000 Godzilas

Coluna 5 – Atropelado por um Bulldozer

Coluna 6 – Filhote de Panda no Liquidificador Aumenta o Gás?

Coluna 7 – Um Domingo rogergracie

Coluna 8 – Mestre, me arruma um salva-galos?

Coluna 9 – Coluna “Jiu Jitsu aos 40”: Ou “A Cela Escura”

Coluna 10 – Você não é Renzo Gracie

Coluna 11 – Neve no deserto

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  • Antonio Fontes Filho

    Isso ai meu Brother sempre andandopra frente!!!!

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