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Isaque Bahiense comenta vitória no Grand Slam de Tóquio: “Venci a mim mesmo”

Foto:  Ane Nunes/Gentle Art Media

De Bangu para o mundo. Isaque Bahiense, carioca radicado em São Paulo, voou até o Japão para garantir uma boa premiação em dinheiro e uma espada “ninja” ao vencer o Grand Slam de Tóquio, um dos principais torneios de Jiu-Jitsu da federação de Abu Dhabi, no último fim de semana.

Em nova categoria, apenas para a disputa em Tóquio, Isaque enfrentou adversários de grosso calibre até 85kg. O caminho espinhoso começou com Lucas “Hulk” Barbosa em uma disputa acirrada. A vitória de Isaque veio através de uma vantagem, depois de uma tentativa de raspagem.

Hulk me venceu duas vezes no mesmo dia, em 2013. Eu estava engasgado (risos). Nosso ponto forte é o jogo por cima e iríamos ficar trocando cabeça durante os seis minutos. Foi aí que decidi puxar e buscar a luta. Consegui marcar uma vantagem de raspagem e acabei saindo com a vitória”, comenta Isaque.

A final da categoria colocou Isaque na rota de colisão com o sempre perigoso Jaime Canuto, da GFTeam. O duelo prometia. Isaque, em seu primeiro ano como faixa-preta, vinha de derrota para Jaime no Mundial da IBJJF, encerrado mês passado, na Califórnia. Desta vez, no novo duelo, o faixa-preta da Alliance recorreu a um dos clássicos conceitos do Jiu-Jitsu para anular o guardeiro: tentar passar a guarda em pé e assim evitar os ataques do oponente.

De fato, Isaque estava embalado e não deixou a vitória escapar, mesmo faltando poucos segundos para o apito final do juiz.

O Jaime me ganhou no Mundial e eu não cometi muitos erros, ele foi melhor do que eu naquele dia.  Mas, desta vez, estudei ele um pouco e confiei mais na minha origem, que é jogar por cima. Sabia que ficar de joelho na guarda fechada dele seria um grande problema, ele quase chegou a pegar meu braço. Porém, defendi e comecei a tentar passar em pé, foi o melhor caminho. Virei a luta no fim para 2 a 1 em vantagens, depois de quase passar a guarda. Tive alguns problemas pessoais antes da competição, não estava 100%! Mas estava de frente para dois atletas que tinham me vencido antes…  A minha vontade e o poder da mente foram extraordinários. Venci  mais do que o campeonato, venci a mim mesmo”, conta o campeão, antes de analisar sua evolução no Jiu-Jitsu.

Acredito que a maior riqueza de um ser humano é o conhecimento. Podem tirar tudo, menos o conhecimento e esse sentimento me fez evoluir e executar. Eu gosto de fazer bastantes repetições de posições, estudo o Jiu-Jitsu e o principal: acredito que dará certo. É dormir e acordar para ser campeão”, encerra.

Confira na íntegra a guerra entre Isaque e Jaime:

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