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Inimigo Íntimo (Rivalidade dentro da equipe)

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 foto: gilsonaguiar.com.br/

A competição é inerente à natureza humana. O homem vive sempre em modo competitivo, desde os tempos mais remotos, seja pela sobrevivência, pela necessidade ou por simples vaidade. No âmbito esportivo, essa característica é potencializada.

No nosso universo, o da Arte Suave, é natural encontrarmos rivais nos tatames. Pode ser um adversário eventual em algum campeonato ou pode ser “o” adversário, aquele que tem nome e sobrenome, que conhece nossos pontos fortes e os evita, às vezes até os anula, e que também conhece nossos pontos fracos e os explora; a pedra no sapato, a água no chopp. Mas também é comum que o rival divida o tatame conosco, que compartilhe das mesmas técnicas e treinamentos, que defenda a mesma bandeira.

Sim, seu companheiro de treinos pode ser o seu rival!

A rivalidade interna na equipe é muito natural, na maioria das vezes crescendo de forma velada e espontânea.

Nas equipes com grande número de atletas competidores, o ritmo acelerado e o crescente número de campeonatos faz com que haja aquele clima de “guerra” a cada treino, transformando companheiros em adversários diariamente. Não significa dizer, contudo, que nas equipes ou turmas que não têm foco em competições não possa haver esse tipo de rivalidade.

O embrião da rivalidade pode ser a evolução heterogênea dos atletas. Quando o lutador começa a perceber sua evolução nos treinamentos, é natural que a vontade de se testar em campeonatos surja, trazendo consigo motivação extra. Dentro do time, esse atleta passa a ser admirado e observado, principalmente se os bons resultados forem constantes. Mas ele também passa a ter um “alvo nas costas”. Aqueles parceiros de treino que evoluem mais lentamente passam a medir seu próprio desenvolvimento tendo os treinos com o competidor como parâmetro, deixando os rolas cada vez mais “à vera”.

Outro fator que gera rivalidade é o orgulho.

Aquela mentalidade antiga e limitada de “ganhar” ou “perder” treino pode causar uma animosidade nociva e desnecessária à equipe. O atleta precisa entender que a academia é o ambiente onde ele vai aprender e TREINAR suas técnicas, é o lugar de ensaio, de desenvolvimento, a hora de testar aquelas técnicas menos usadas, de afiar as posições favoritas, de aprimorar aquele fundamento chato, mas que é tão importante quanto todos os outros. Dessa forma, ser finalizado, amassado ou tomar um caminhão de pontos de um companheiro de treinos deve ser enxergado como sinal de que você precisa melhorar seu jogo, que aspectos precisam ser corrigidos e ajustados logo.

A rivalidade também pode aparecer na relação entre os resultados semelhantes e os resultados diferentes obtidos pelos atletas, como dois competidores que se alternam no lugar mais alto do pódio, que disputam medalhas entre si nos campeonatos que disputam e também quando um dos atletas não consegue resultados expressivos nos torneios, enquanto seu rival vai subindo nos pódios com frequência.

Diante de tudo isso, o melhor a se fazer é enxergar o time como uma imensa engrenagem, onde cada atleta tem papel fundamental na formação e aprimoramento do jogo do companheiro de treinos. Despindo-se do orgulho e sempre sendo sincero consigo mesmo, o lutador conseguirá observar seus pontos fortes e fracos e poderá desenvolvê-los de modo que a evolução e os resultados virão naturalmente.

Hora do treino, até a próxima.

OSS!

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