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Igor Paiva destaca valores que aprendeu com o Jiu-Jitsu: “Arte maravilhosa”

Aos 28 anos, o atleta Igor Paiva acumula inúmeros títulos na carreira como lutador profissional de Jiu-Jitsu. Faixa-preta do mestre Bruno Tank, e da linhagem de Fracisco Mansour, o lutador da Soul Fighters reside atualmente nos EUA onde busca uma melhor qualidade de vida, e disputa torneios de alto nível na modalidade. Campeão do Austin Open no ano passado como faixa-preta, o lutador falou sobre a vida que tem na América:

– Apesar de ter pessoas que vivem do Jiu-Jitsu no Brasil, ainda é um esporte que não trás estabilidade ou independência financeira (com algumas exceções). Nos EUA devido a algumas diferenças na cultura e na forma de gerir o negócio, isso gera mais estabilidade. A vida de quem vem para os EUA viver de Jiu-Jitsu é um mix de muito trabalho. É preciso aprender a se adaptar à forma que o mercado vive aqui, todo processo de adaptação cultural, e na forma de trabalhar que é muito puxado, e exige muito esforço e dedicação. Mas a recompensa de poder viver dignamente e poder estar no mercado que mais cresce de Jiu Jitsu no mundo é algo que não tem preço.

Formado em administração, Igor Paiva já esta há mais de dez anos trilhando um árduo caminho na arte suave. Professor na Academia Soul Fighters, ao lado de Bruno Tank, co-fundador da equipe, Igor ainda acredita que está muito longe do Brasil chegar perto do que é os EUA na questão do suporte que o país oferece para os atletas de modo geral:

– Apesar de achar que ainda por anos vários atletas de ponta virão do Brasil, infelizmente não vejo o Brasil chegando no mesmo nível que existe nos EUA em relação a oportunidades e acesso a treinamentos. Os EUA fazem isso há décadas e desde a infância os americanos têm acesso a estrutura de treino. Precisa mudar muita coisa no Brasil para se começar a chegar nesse nível.

Natural do Rio Janeiro, Igor Paiva cresceu no Grajaú, e teve como uma de suas primeiras experiências no esporte o futebol, como a maioria dos brasileiros. Apaixonado pelo Jiu-Jitsu desde os 17 anos, quando conheceu a modalidade, o lutador faturou títulos importantes por todas as faixas até ser premiado com a conquista da faixa-preta. Questionado sobre a importância da arte suave em sua vida, Igor reforçou os valores que o Jiu-Jitsu trouxe para a sua vida:

– O Jiu Jitsu é tudo pra mim. Por mais clichê que isso soe, é a mais pura verdade. O Jiu Jitsu começou como uma curiosidade, se tornou algo que idealizei para ser a minha vida e hoje é a minha profissão e minha carreira. Tudo que conquistei até agora, seja profissionalmente ou pessoalmente veio através do Jiu-Jitsu.Além disso, o Jiu-Jitsu me reforçou em mim valores como comprometimento, dedicação, lealdade e humildade. Minha missão é poder ajudar as gerações futuras a se tomarem melhores seres humanos através dessa arte maravilhosa – finalizou Igor.

Entre as conquistas mais recentes do atleta vale destacar a grande atuação no Fight to Win 87, realizado no último dia 28 de setembro, na cidade de Dallas (EUA).

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