Home / Colunas / Entrevista Samir Chantre: “Se você não perde em nenhum treino, você está buscando treino no lugar errado”

Entrevista Samir Chantre: “Se você não perde em nenhum treino, você está buscando treino no lugar errado”

Por Fábio de Jesus e Bruno Fugazza

Há algumas semanas, anunciamos que o multi-campeão Samir Chantre seria nosso novo colaborador (confira a primeira coluna dele aqui). Nesta semana, trazemos não um texto de Samir, mas sim uma entrevista, na qual ele fala sobre os desafios de liderar uma equipe, visitar outras equipes, e muito mais.

Confere aí!

***

Há pouco mais de 1 ano, você, Osvaldo Queixinho, Milton Bastos e outros se juntaram e criaram a Ares BJJ. Que balanço você faz desse período como dono de equipe?

Honestamente tem sido o melhor momento da minha carreira. é muito gratificante ver pessoas representando o nome da equipe com orgulho e prazer de estar vestindo a camisa, ver pessoas interessadas em se associar a gente é muito maneiro e mostra que estamos fazendo um trabalho legal. Sempre fui contra muitas políticas do Jiu-Jitsu e a favor de termos valores como a amizade, então quando eu, Queixinho, Milton e meu professor Alan, tivemos a ideia de montar a equipe, fizemos questão que esses valores estivesse incluídos…
Você é um adepto do crosstraining, de buscar a evolução visitando academias diferentes e treinando com caras de diferentes bandeiras. Como é para você dominar o ego quando você bate para algum menos graduado nesses treinos, ou para algum parceiro de treinos que não é profissional?

Como o nome mesmo diz, é um treino. Você deve estar sujeito a se botar em situações difíceis pra que possa buscar a evolução. Se você não perder nenhum treino, nunca, você está buscando treino no lugar errado. Ter uma cabeça boa e humildade são ingredientes fundamentais na evolução de um atleta.

 

De uns tempos para cá, a sua posição conhecida como hip clamp ficou bem popular, você tem finalizado vários adversários através dela. Quais são as novas armas que você está desenvolvendo para surpreender nas competições?

Venho trabalhando muito essa guarda e tirando muitas variações dela. Nesse ano vamos estar vendo mais ela por ai risos!
Você está sempre bem preparado fisicamente, sobrando no gás e com ótima resistência. Em que ponto da sua carreira você começou a se preocupar com dieta e preparação física, e quais os benefícios que você sentiu desde então?

Pra mim, antigamente, dieta era pra perder peso, e preparação física pra ganhar peso. Depois de atingir um nível mais profissional eu procurei me educar mais, e hoje sei que posso ganhar peso me alimentando saudável e perder peso fazendo preparação. O que foi fundamental na minha carreira.

Hoje tenho profissionais que cuidam da minha parte Física e de alimentação, o professor Itallo Vilardo na preparação física e meu Nutrólogo Geovane Fernandes.
Você está morando nos Estados Unidos há alguns anos. Quais as maiores diferenças você percebe entre os praticantes americanos e brasileiros na forma de treinar o jiu-jitsu?

Os americanos são mais metódicos, gostam de fazer a posição mais vezes e do jeito exato que você mandou. O brasileiro vai mais pelo instinto, repete poucas vezes, adapta pra ele e faz.

Difícil dizer qual maneira é melhor ou pior, as pessoas são diferentes então devem experimentar pra saber qual a melhor forma pra ela aprender.

 

Em todos esses anos competindo, você ganhou diversos títulos, fez lutas incontáveis. Quais foram as lutas mais importantes para você?

Honestamente é difícil pensar só nas lutas, porem, meus títulos mundiais foram bem marcante.
A IBJJF anunciou esses dias a segunda edição de um GP absoluto valendo 40 mil Dólares, com nomes como Buchecha, Roger e Galvão. Apesar de a iniciativa de pagar prêmios em dinheiro ser ótima, você acha que os levinhos estão sendo deixados de lado nesse caso?

Acho realmente que eles deveriam fazer uns GPs de pesos leves também, porem, a iniciativa é muito boa… então não vou reclamar, vamos ver aonde vai.

 

Ainda sobre essa questão, a UAEJJF recentemente anunciou o fim do Absoluto no seu Mundial, alegando que a vitória sempre dos mais pesados no absoluto ofuscava o desempenho dos mais leves, que venciam só o peso. O que você acha dessa iniciativa? Seria a melhor solução para igualar os holofotes, ou talvez a criação de um absoluto leve e um absoluto pesado pudesse ser mais interessante? 

Sempre fui a favor do absoluto leve e pesado, porém, continuaria apagando os outros campeões… mas se eu pudesse escolher entre tirar o absoluto, ou adicionais um leve, adicionaria o leve.

 

Muito obrigado pela entrevista, Samir. Quer aproveitar para agradecer a alguém ou fazer comentários finais? 

Queria agradecer ao BJJ Forum pela oportunidade e dizer que estou animado para os próximos artigos. Se a galera quiser me acompanhar diariamente, me segue la no Instagram @SamirChantreBJJ.

 

Um grande abraco a todos!

  • Rodrigo Amaro

    Atos BJJ ou Ares BJJ? …tá errado o início da matéria

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com