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De olho no Brasileiro, Bia Mesquita comemora vitória no World Pro e convite do ADCC

Beatriz Mesquita confirmou o favoritismo no World Pro 2017, encerrado no último fim de semana em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes. A estrela da Gracie Humaitá brilhou e defendeu o título com maestria na categoria até 62kg, ao superar adversárias como Bianca Basilio (Ryan Gracie), Luiza Monteiro (Brotherhood), e por fim, finalizar Tammi Musumeci pelas costas.

A vitória contra Tammi, válida pela medalha de ouro e um belo cinturão, rendeu o quarto título na divisão para a aluna de Letícia Ribeiro. Bia, que tem apenas 26 anos, analisou a campanha vitoriosa.

“Eu odeio o puxada para guarda junta e ficar presa na 50/50. Não gosto desse Jiu-Jitsu, acho feio e me vi presa nesse jogo. Depois do Pan, eu comecei a pensar melhor nas estratégias e todos me encorajaram a acreditar na minha passagem, que está mais forte. Por isso, resolvi mudar um pouco. Eu já tenho muita confiança por baixo e agora acredito no meu jogo por cima também. Não tenho medo de ser raspada, pois sei que vou cair confortável por baixo, além de ter muita chances de passar ou pegar as costas. A pegada de costas aconteceu muito durante as minhas lutas, desenvolvi bem esse jogo. A categoria feminina é difícil, pois a maioria puxa para guarda e eu me vi em uma situação que pedia mudança ou ficaria sempre com lutas chatas e monótonas. Tenho muito mais Jiu-jitsu para mostrar e esse campeonato comprovou isso”, conta Bia, antes de explicar o duelo com Tammi.

“Treinei bastante e ouvi a opinião de bastante pessoas sobre como anular o berimbolo, acredito que isso tenha feito a diferença. Então, além de anular, fui capaz de impor a passagem. Quando ela defendeu a passagem, acabou dando as costas e eu consegui finalizar. A luta com ela é sempre perigosa, ela tem essa posição muito forte. Se eu me atraso um pouco, já fica complicado. Mas agora eu já estou com a cabeça mais aberta para esse tipo de jogo e, principalmente, para me defender”.

Bia também deu sua visão sobre as novas regras do World Pro, que agora só permite dois atletas por nacionalidade em cada categoria da faixa-preta.

“As regras não são de todo ruim, precisa ainda de muito ajuste. Até porque foi o primeiro e puderam ver as falhas. O problema maior são eles não divulgarem isso com clareza e antecedência. Eu só descobri que lutaria a seletiva, que ocorreu antes do evento principal, no dia em que eu estava embarcando. Isso é muito complicado. Não recebemos um e-mail com as novas regras quando fizemos a inscrição. Eu era a atual campeã e não fazia ideia do critério que eles haviam usado pra me colocar em seletiva. Só depois que cheguei lá que entendi que era pela pontuação do ranking. A regra de todos lutando contra todos,  eu só consegui esclarecimento do coordenador na hora de lutar, pois todos os atletas estavam confusos e ninguém sabia ao certo como seria. Isso é bem ruim, precisamos apenas saber como vai ser e poder decidir se isso é conveniente ou não. Muita gente reclamou e disse que se soubesse das novas regras não teriam ido. Então, se eles esclarecessem como seria, poderiam ter evitado transtornos para nós, atletas, que já temos uma tensão pré campeonato e ainda mais com tantas “surpresas””, diz a atual campeã.

Após a boa campanha e os diversos títulos conquistados, Bia foi convidada para o ADCC 2017, programado para 23 e 24 de setembro, na Finlândia.

“Estou feliz por lutar novamente no ADCC, mal posso esperar”, garante Bia.

A faixa-preta entra em ação novamente neste fim de semana, em São Paulo, pelo Brasileiro da CBJJ

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