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Como treinar Jiu Jitsu de forma inteligente

Roger Gracie

Foto: Dojjo

O treino serve para que aperfeiçoemos nossas técnicas para usarmos em situações reais, que na maioria das vezes são em competições, lutando contra adversários de outras equipes. Dessa forma, é muito comum que encaremos os treinamentos como verdadeiros campeonatos, lutando à vera em todo rola. Mas o seu treino pode ser mais inteligente e produtivo.

Na academia, podemos dividir nosso treino em três etapas: condicionamento físico, trabalho de pontos fracos e trabalho de pontos fortes.

O trabalho de condicionamento físico mencionado aqui diz respeito especificamente ao que pode ser feito durante os treinos de Jiu-Jitsu, mas vale ressaltar que o trabalho feito com profissionais de educação física também é muito importante.

Então, condicionar o corpo à situações de campeonato requer, basicamente, horas de tatame. Muito aquecimento, muitos rolas com parceiros variados, controlando sempre os intervalos entre eles, trarão aquele gás específico que o Jiu-Jitsu exige. Um corredor de maratonas, por si só, não teria garantia de ter um gás infinito para treinar Jiu-Jitsu. O treino variado e intenso condiciona e prepara fisicamente.

Trabalhar os pontos fortes é relativamente “fácil”. Todo mundo tem um ou alguns golpes prediletos, aqueles que executamos mais vezes e com mais facilidade. Podemos melhorá-los nos treinamentos adicionando variações de como chegar neles, dar atenção a detalhes como pegadas e quadril e fazendo rolas onde o adversário já saiba previamente que você só pode, por exemplo, finalizar no triângulo. Ele vai se defender com muito mais eficiência e você terá muito mais dificuldade para executar seus movimentos fortes, e isso refinará suas técnicas.

E falando em dificuldades de execução de técnicas, falaremos sobre o trabalho dos nossos pontos fracos. Geralmente, os guardeiros não atacam kimuras por cima, enquanto os passadores dificilmente aplicam omoplatas. Como já falamos aqui na coluna em outras oportunidades, para ter um jogo completo e ser um lutador melhor, é preciso ser versátil. Essa versatilidade só vem quando trabalhamos e damos atenção aos nossos pontos fracos. Treinar aspectos que não gostamos nos faz evoluir, mas está longe de tornar o treino agradável. Se você é passador, comece o rola puxando para a guarda. Se você é guardeiro, comece a rolar jogando por cima.

Inicialmente, aparecerão as dificuldades, posições “fugirão” da memória justamente pelo pouco ou nenhum uso. O avanço nos rolas será muito mais devagar e pensado. Mas a evolução será absurda! Não acontecerá do dia para a noite, mas será sensível.

Começar os rolas em posições desfavoráveis também é uma excelente maneira de refinar as técnicas, principalmente as de defesa. Comece com o adversário montado, de guarda passada ou nas costas. No começo você perderá a conta dos “três tapinhas” que vai dar, mas gradativamente suas defesas irão melhorar, proporcionando um aprimoramento técnico importante.

Hora e treinar, até a próxima!

Feliz 2017!

Oss

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