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Coluna do Andrei: É possível treinar Jiu Jitsu mesmo lesionado?

Todo mundo que treina Jiu-Jitsu sabe quão sacrificante são as horas passadas no tatame. Apesar da paixão pela Arte, muitas vezes temos que nos superar para conseguir chegar à academia. Stress do trabalho, cansaço, contas, família, lazer, descanso e uma série de outros fatores diários nos confrontam e são usados como álibis para deixarmos de ir treinar. Mas a desculpa perfeita tem nome: lesão.

Todo atleta de qualquer esporte sabe que treinar lesionado é perigoso pelo risco de agravamento da lesão, podendo prolongar muito o tempo de inatividade. O recomendado, nesses caso, é parar, curar a lesão e retornar aos treinos.

Mas o Jiu-Jitsu nos proporciona outras possibilidades.

Sempre que um aluno meu se lesionava, eu o aconselhava a continuar indo ao treino, até ficar bom de novo. Diante da “cara de interrogação” deles, eu explicava antes que fosse questionado.

Assistir um treino in loco é muito mais produtivo do que assistir vídeos de técnica pelo YouTube, por um simples motivo: no treino, seu professor estará pessoalmente corrigindo cada detalhe executado de maneira errada. Mesmo sem treinar, você poderá perguntá-lo sobre qualquer dúvida que por acaso aparecer.

Estando no tatame, observando o treino, você manterá sua mente pensando sobre as posições, sobre as técnicas, assistindo aos rolas entre os seus companheiros de equipe, com o bônus de poder tirar qualquer dúvida em tempo real. Isso com certeza contribuirá para o seu desenvolvimento técnico.

Outro ponto positivo de estar no tatame sem poder treinar é poder compartilhar da atmosfera do Jiu-Jitsu, poder participar das resenhas pré e pós treino, saber como seus companheiros estão se preparando para determinada competição ou mesmo saber deles como foi o campeonato de último fim de semana. Estreitar os laços nos faz mais fortes, nos torna mais coesos como time.

Até então, falamos sobre a situação do atleta lesionado que não tem como treinar de forma alguma. Agora vamos analisar a condição do atleta que possui uma lesão não tão grave.

Esse atleta pode fazer o aquecimento em um ritmo mais lento, respeitando o limite imposto pela lesão. Sem pressa, nada intenso. Particularmente, os drills facilitam o aquecimento e ainda ajudam na massificação dos movimentos técnicos.

Converse com seu professor sobre sua lesão na hora do treino técnico. Ele certamente passará uma posição adequada para ser executada sem forçar a área lesionada.

Mas é importante ressaltar: a hora de rolar deve ser evitada! Todos nós sabemos como evoluem os rolas “soltinhos”, então resistam à tentação de fazer chão lesionado. Será melhor assim.

Hora do treino, até a próxima!

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