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Cláudia do Val analisa primeiro semestre como faixa preta “Feliz, mas nunca satisfeita”


Foto: Arquivo Pessoal da Atleta
Foto de Capa: Mike Anderson

A história de Cláudia do Val no Jiu Jitsu é bastante singular. “Claudinha”, como é chamada pelos amigos, conheceu a arte suave aos 21 anos como forma de melhorar seu Judo. Nas faixas branca e azul, participou de apenas 4 competições, para então deixar os torneios de lado e levar a arte suave como hobby.

Somente em 2015, já como faixa marrom e aos 28 anos, que Cláudia voltou a competir no Jiu Jitsu. E seu sucesso foi instantâneo, mesmo após tanto tempo “parada”. Em pouco tempo, a aluna de Ricardo De La Riva venceu Mundial, Europeu e outros torneios como Rio Open, recebendo a faixa preta do lendário professor em dezembro de 2016.

E em menos de 6 meses na nova faixa, Cláudia manteve o excelente desempenho: ouro no Europeu, no Brasileiro e recentemente no Mundial IBJJF, onde venceu as experientes e duríssimas Alison Tremblay (quartas de final), Fernanda Mazzelli (semifinal) e Talita Treta (final).

Aproveitamos para bater um papo com a campeã.

Confere aí!

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BJJ Fórum: Obrigado por conversar com a gente, Claudinha, e parabéns pelo título Mundial. Você está completando agora 6 meses como faixa preta, e nesse tempo já venceu o Europeu, Brasileiro e Mundial IBJJF. Como você faz um balanço dessa sua primeira temporada na elite do esporte?

Cláudia: Estou muito feliz com meus resultados mas óbvio nunca satisfeita, muitas vezes sinto que não consigo lutar bem no campeonato e outras vezes sinto que até luto bem mas me faltam detalhes técnicos. Tudo tem que ser trabalhado para resultados melhores daqui pra frente.

E quais as principais lições que você tirou desse ano, enfrentando atletas bem mais experientes?

As lutas já eram difíceis desde o ano passado (risos). Mas acho que estou melhorando um pouco a parte estratégica de lutas em competições apesar de ainda pecar muito

Você tem apresentado um jogo de guarda aberta muito ofensiva e bonita de se assistir. Alguma dica pra galera que se espelha no seu jogo?

O que eu tento fazer sempre na guarda aberta é sempre estar fazendo pegada , seja as duas mangas ou manga e a calça

Você tem uma história de vida bastante diferente no Jiu Jitsu, tendo começado a competir somente na faixa marrom, e já com 28 anos, tendo ainda que conciliar os treinos com um curso de engenharia. Conseguiu terminar o curso, e ainda pretende atuar na área, ou já definiu que pretende viver do Jiu Jitsu?

Já me dediquei mais a engenharia mas hoje em dia meu tempo é quase 100% dedicado ao jiu jitsu , é o que eu amo e o que pretendo fazer da vida

Em uma entrevista à BJJ Girls Mag ano passado, você comentou que sua alimentação era “horrível” e que não hesitava em atacar uns doces, e que não tinha uma rotina de preparo para competições muito dedicada pela falta de experiência. Isso mudou de lá pra cá? Caso tenha mudado, você sentiu muita diferença no seu desempenho?

Continua a mesma coisa. Sei que provavelmente meu desempenho seria muito melhor se a alimentação fosse saudável , mas ainda não consegui ainda manter bons hábitos alimentares

As meninas que disputaram o Mundial como faixas marrons ano passado “tomaram de assalto” a faixa preta esse ano, vencendo 6 das 9 categorias em disputa do Mundial na faixa preta feminina esse ano. Qual vc acha que é o diferencial que fez essa nova geração se destacar tão rápido?

Não sei dizer qual o diferencial, sei que as meninas que estrearam na faixa preta já eram excelentes atletas na faixa marrom

Obrigado pela moral, Claudinha. Algum agradecimento final ou mensagem pra galera que te acompanha?  

Sempre agradecer muito ao carinho dos fãs e da galera que acredita e  torce por mim .

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