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Bola de Cristal #14 – UFC Salt Lake City – Rodriguez x Caceres

bola de cristal

Antes de colocar as análises e os palpites de cada um dos nossos colunistas aqui sempre faço um escaneamento prévio com uma pré-análise dos combates, seja para escolher as lutas para serem analisadas pelos colegas, já que o tempo (e as vezes o material) disponível nos impede de sempre analisar todos os combates ou para bater esse papo aqui com vocês antes de simplesmente editar e atirar todos os palpites de uma forma seca e que também tiraria um pouco da graça.

Já disse em outras edições da coluna (que vieram depois de algum hiato, ainda que leve) que muitas vezes é melhor ter um cardzinho meia-boca que pode surpreender do que não ter nenhum e que por isso tentava evitar reclamar dos cards, já que não adianta nada. Eu acabo sempre dando uma cornetada de leve, mas no final das contas ligo a TV (a assinatura já foi paga mesmo), pego o celular, uma cerveja e assisto trocando ideia com a rapaziada daqui. E esse card é um daqueles que rolou uma chiadinha. Rodriguez e Caceres tem tudo para fazer uma boa luta, divertida para os fãs mas que eu jamais esperava que fosse main-event de algum card ainda que de Fight Night, mas os lutadores já estão a postos, pesos batidos e como sempre onde tem UFC tem nossa bola de cristal é só você tirar 5 minutinhos do seu tempo para ler e debater com a gente sobre o card principal. Vamos aos palpites.

Yair Rodriguez x Alex Caceres

André “Bicudo” Barbosa – Eu gosto bastante dos dois lutadores. Ambos são bem agressivos e gostam de definir seus combates. O Pantera é a mais nova aposta do UFC para conquistar de vez o México no WAR do MMA, afinal, ele dá toda pinta de ser um lutador muito promissor. Já o Caceres é um cara que sempre que parece que vai deslanchar acaba por decepcionar. O carismático Bruce Leeroy parece ter dificuldades de se manter atuando em alto nível, mesclando ótimas apresentações com atuações displicentes e cheias de erros técnicos bestas. No entanto, ele vem de uma vitória convincente contra o duro Cole Miller, o que nos dá uma esperança de que possa continuar atuando bem. Vou ficar com a melhor fase do mexicano, mas deixando claro que a vitória do Caceres não me surpreenderia em nada. Rodriguez vence por decisão unânime.

Luiz Guilherme Mourão – Como nosso colunista Jayme Mendes falou na introdução, também tenho que admitir que nunca imaginei uma luta dessa como main event do UFC e nem Alex Caceres (12-8-1 MMA, 7-6-1 UFC) fazendo alguma luta principal. Já de Yair Rodriguez (8-1 MMA, 4-0 UFC), que é uma grande promessa da categoria dos penas, era até esperado ele ter a oportunidade de fazer a luta principal de algum evento.

Falando sobre a luta, penso que Yair Rodriguez possui um melhor jogo em pé e tentará manter a luta aí, buscando um nocaute. Já Caceres possui um jogo de grappling mais afiado e deverá tentar levar a luta para chão. Em um combate que tem tudo para ser bem legal, meu palpite ficará com Yair Rodriguez vencendo por nocaute no 4º round.

Dennis Bermudez x Rony Jason

André “Bicudo” Barbosa – Uma luta que promete bastante. Creio que é um casamento para ver se os matchmakers do UFC podem recolocar Bermudez novamente na rota pela cinta e se Jason ainda tem alguma chance de atuar contra aqueles que habitam o topo da categoria. Vale lembrar que o brasileiro vem de um longo período de inatividade e não sabemos o quanto isso pode prejudicá-lo. Outra luta onde vou apostar no cara que atravessa a melhor fase mas que não me surpreenderia com a vitória indo para o outro lado. A escolha é Bermudez por decisão unânime.

Luiz Guilherme Mourão – Neste co-main event o americano Dennis Bermudez (15-5 MMA, 8-3 UFC) mede forças contra o brasileiro Rony Jason (14-5-1 MMA, 4-2-1 UFC). Assim como a surpresa do main event, também me surpreendi com este casamento. De um lado você tem Bermudez, que é um lutador mais experimentado, que já enfrentou lutadores mais gabaritados e possui um jogo mais consistente. De outro o brasileiro, que se mostra bastante irregular, mas que possui bastante qualidades, principalmente no jiu jitsu que é seu carro forte. Vejo uma luta onde Bermudez tem que tentar manter em pé, e Jason tentar levar para o chão. Como Jason não tem wrestling para colocar Bermudez de costas no chão, o favoritismo é todo do americano. Mas que Bermudez tome cuidado, que mesmo da guarda, o Brasileiro é bem perigoso no jiu jitsu. Dennis Bermudez vence por nocaute no 2º round.

Thales Leites x Chris Camozzi

André “Bicudo” Barbosa – O veterano brasileiro vinha em uma fase sensacional após seu retorno ao Ultimate, mas acabou por decepcionar quando foi colocado à teste contra os Tops. Já Camozzi atravessa a mesma fase do Thales antes de suas duas últimas lutas: voltou ao UFC mostrando que está em seu melhor momento. Claramente, este é um casamento para definir quem será aquele que continuará recebendo grandes desafios do evento. Já o perdedor fica com o futuro meio nebuloso e, no caso do Thales, pode até pintar uma demissão. Acredito que o combate role em pé, o que favorece o Camozzi que, surpreendente, evoluiu demais nesse quesito. Mas fico na dúvida se o Thales não irá optar pelo jogo de força na grade, típico da Nova União, o que é muito chato mas, na minha opinião, seria a melhor opção para ele. Novamente com muitas dúvidas, vou optar mais uma vez pelo momento. Fico com Camozzi vencendo por decisão unânime.

Luiz Guilherme Mourão – Luta pelas categorias dos médios entre o brasileiro Thales Leite (25-6 MMA, 10-5 UFC) e Chris Camozzi (24-10 MMA, 9-7 UFC). São dois lutadores com bastante experiência no evento, e que irão protagonizar um clássico entre striker contra grappler.

Thales Leites é um lutador que sempre teve o jiu-jitsu como sua maior arma, mas que desde seu retorno ao UFC mostrou que vem cada vez mais afiando a trocação. Thales tentará a recuperação nesta luta já que vem de duas derrotas para lutadores do topo da categoria, incluindo o atual campão Michael Bisping. e o segredo para ele ter sucesso será usar a luta agarrada.

Já Camozzi vem de 3 vitórias seguidas e tem que focar em manter a luta em pé. Na trocação o americano é superior, tem mais armas e pode conseguir uma vitória até de certa forma tranquila caso tenha êxito em manter o jogo aí. Tem que tomar cuidado com o punch do brasileiro, mas seria o favorito.

Minha opinião é que se o Thales não conseguir quedar ele perde a luta, e acho que é o que vai acontecer por isso vejo Chris Camozzi vencendo por decisão.

Santiago Ponzinibbio x Zak Cummings

André “Bicudo” Barbosa – Por ser uma luta que não me gera expectativa alguma, nem vou me alongar. Espero que possa sair um nocaute rápido para valer o tempo que vamos gastar para ver este combate. A escolha é no argentino por KO no primeiro round

Luiz Guilherme Mourão – O argentino “Gente boa” Santiago Ponzinibbio (22-3 MMA, 4-2 UFC) enfrenta Zak Cummings (19-4 MMA, 4-1 UFC) em uma luta que conta com bastante equilíbrio. Devemos ter outro confronto entre striker contra grappler. Ponzinibbio é um excelente striker, de mãos duras e que vem evoluindo muito com os treinamentos na American Top Team. Ele começa a luta com bastante intensidade e acredito que irá tentar mais um nocaute rápido nesta luta.

Cummings possui um jogo de grappling melhor, e a chave para ele é conseguir os takedowns e assim cansar os braços do argentino.

Em uma luta dura de se palpitar, vou com Ponzinibbio vencendo por KO no 1º round

Trevor Smith x Joe Gigliotti

André “Bicudo” Barbosa – Luta que vale para ver como vai ser a estréia da promessa Joseph Gigliotti. Não espero nada menos do que um atropelo por parte do prospect, que deve ser aquilo que Joe Silva também está aguardando casando um assassinato premeditado como este. A maior dúvida aqui é se o Smith sofrerá um TKO ou será finalizado. Se a luta chegar ao terceiro round a gente já pode cortar do caderninho o nome do jovem aí e passar a esperar muito menos dele. A óbvia escolha é Gigliotti vendendo por TKO no 1º round

Luiz Guilherme Mourão – Trevor Smith (13-6 MMA, 3-3 UFC) dá as boas-vindas ao estreante Joe Gigliotti (7-0 MMA) Smith é um bom grappler que têm a maioria de suas vitórias por finalização (9 de 13). O jogo nesta luta para ele é usar o clinch, conseguir takedowns e trabalhar seu jogo de chão procurando uma finalização. Gigliotti é um jovem de 22 anos que vem com um cartel invicto credenciado por uma vitória recente sobre o ex-participante do TUF John Poppie pelo evento RFA. O estreante mostrou ter um chão bem forte e deverá equilibrar bastante essa luta. A maior experiência deverá pesar nesse combate então vejo Smith vencendo por decisão dividida.

Maryna Moroz x Danielle Taylor

André “Bicudo” Barbosa – Até me parece que a Taylor foi uma boa aquisição para o plantel do UFC, e que deve fazer boas apresentações dentro do evento. Mas fica difícil saber o que esperar dela nessa estréia, já que pegou a luta em cima do laço. Até porque, do outro lado do cage estará uma das melhores peso-palhas do mundo, a super carismática ucraniana Maryna Moroz. As duas últimas atuações da Moroz acabaram ficando abaixo do esperado: uma dura derrota para Letourneau e uma vitória não convincente sobre a limitada Stanciu. Mas a expectativa é que a Mulher de Ferro possa reencontrar o seu melhor jogo dentro do Ultimate e, com todo respeito, atropele sumariamente a estreante americana. Acredito em uma surra em pé e uma finalização pra fechar a conta. A escolha é Moroz por finalização no 2º round

Luiz Guilherme Mourão – A ucraniana Maryna Moroz (7-1 MMA, 2-1 UFC) pega a estreante Danielle Taylor (7-1 MMA) neste combate feminino. Pegando a luta em cima da hora em substituição a Justine Kish, a americana Danielle Taylor foi campeã por duas vezes do evento KOTC e na última luta ele se vingou de sua única derrota no cartel, que tinha sido para Jamiee Collen. Maryna Moroz é uma boa lutadora, que possui um bom boxe e tem no jogo do chão sua maior qualidade. Pelo que vi considero Danielle Taylor uma trocadora com jogo mais polido que a ucraniana. O pouco tempo que Danielle Taylor teve de preparação para essa luta é um fato que tem que ser levado em consideração e por isso vou ficar com a ucraniana. Maryna Moroz vence por decisão.

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