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ADCC – Felipe Preguiça vence Gordon Ryan e leva o ouro no absoluto

O último dia de competições do ADCC foi repleto de grandes emoções. A Espoo Metro Arenna na Finlândia foi palco de ótimas lutas e de algumas páginas históricas foram escritas na história do mais tradicional evento de Grappling do circuito. O destaque principal fica para Felipe Preguiça, que conseguiu se recuperar da derrota sofrida na final do peso para Yuri Simões, voltou para o absoluto e conquistou o ouro ao bater Gordon Ryan na final.

Nas superlutas, o destaque fica para a lenda Renzo Gracie que reeditou o confronto acontecido no Pride II contra Sanae Kikuta e venceu na decisão dos juízes.  O BJJForum traz um resumo do que rolou no último dia de evento.

Absoluto

Após perder a disputa do peso, Felipe Preguiça (Gracie Barra) retornou para o absoluto e trilhou o seu caminho até a final derrotando Celsinho Venicius (Ryan Gracie), Vitor Honório (GFTEAM) e finalizando Marcus Buchecha (Checkmat) com um mataleão.

Gordon Ryan finalizou Roberto Cyborg com uma chave de calcanhar, depois venceu Craig Jones (Absolute MMA) com um estrangulamento na montada e nas semifinais, derrotou Mahamed Aly em 1:40.

A final foi uma reedição do desafio proposto por Gordon Ryan em dezembro do ano passado, na ocasião, Preguiça venceu após 44 minutos de luta. Dessa vez, valendo pontos, a luta começou estudada nos primeiros dez minutos, depois os dois atletas ficaram trocando ataques no pé na fifty-fifty, porém faltando dois minutos para o fim do tempo regulamentar, Preguiça fez um giro e foi pras costas de Gordon Ryan e pôs os ganchos duas vezes, abrindo 6-0 de vantagem. A partir daí, o aluno de Romulo Barral controlou o resultado e faturou o ouro no absoluto e a vaga para enfrentar André Galvão na superluta da edição de 2019 do ADCC. Pelo terceiro lugar, Buchecha finalizou Mahamed Aly com uma chave de calcanhar e faturou o bronze do absoluto.

Há de se fazer uma menção para a luta entre Buchecha e Xande Ribeiro pelas quartas de final do absoluto onde os dois atletas travaram uma guerra de quinze minutos e Buchecha saiu vencedor por três a zero.

Categoria até 66kg

Rubens Cobrinha (Alliance) conquistou o tricampeonato do ADCC ao bater AJ Agazarm (Gracie Barra) na final por 6×0. Além do tricampeonato, Cobrinha se tornou o único atleta a conquistar o Grand Slam da IBJJF (Ouro no Europeu, Panamericano, Brasileiro e Mundial) e o ADCC no mesmo ano.

Na disputa pelo bronze, Paulo Miyao (Unity / Cícero Costha) venceu Pablo Mantovani (Atos) por 10 x 0 e ggarantiu o bronze. Porém na cerimônia, Paulo não subiu ao pódio.

Categoria até 77kg

Surpreendendo a todos, JT Torres (Atos) venceu Lucas Lepri por três a zero na primeira prorrogação. Após vinte minutos de muitas ações que não resultaram em ponto, a luta foi para o overtime, e quando faltavam três minutos para acabar a prorrogação, JT Torres conseguiu pegar as costas de Lepri e assim permaneceu até o final da luta. É o primeiro ouro de JT do ADCC, que havia sido prata para Kron Gracie em 2013.

Na disputa pelo terceiro lugar, Vagner Rocha (Fight Sports) venceu Garry Tonon (Danaher Death squad) por 2×0 e ficou com o bronze.

Categoria até 88 kg

Gordon Ryan (Danaher Death squad) foi o grande nome da categoria. Após vitórias sobre Dillon Danis, Romulo Barral e Xande Ribeiro, o atleta de John Danaher não tomou conhecimento de Keenan Cornelius (Atos) e aplicou uma plástica guilhotina aos doze minutos de luta. Ryan justificou o hype e escreveu seu nome no rol de vencedores do evento.

Na disputa pelo bronze,  Xande Ribeiro (Ribeiro Jiu-Jitsu) venceu a surpresa do evento Craig Jones (Absolute MMA) por 2-0 e não deu espaço para a zebra.

Categoria até 99kg

Yuri Simões (Brasa CTA) conquistou o bicampeonato do ADCC após vencer Felipe Preguiça (Gracie Barra) com uma queda faltando um minuto e quarenta para terminar a luta. Em uma luta muito disputada, Yuri superou o cansaço e conquistou mais um ouro após um longo período de lesões, que o afastaram das competições da IBJJF.

Pelo terceiro lugar, Jackson Sousa (Checkmat) venceu Rafael Lovato (Ribeiro Jiu-Jitsu) na decisão dos juízes e garantiu o terceiro lugar, que pelas circunstâncias pode ser considerado um ótimo resultado, já que Jackson recebeu o convite para o ADCC na semana do evento, para substituir seu companheiro de treinos Luiz Panza

Categoria acima de 99 kg

Marcus Buchecha conquistou o bicampeonato do ADCC após derrotar o atual campeão Orlando Sanchez (Gracie Barra) por 6×0. Buchecha tomou as ações do combate , enquanto Orlando apenas mantinha a distância e defendia suas quedas. Faltando pouco menos de cinco minutos para terminar o tempo regulamentar, Buchecha aplicou uma queda e passou para costas e assim manteve até o tempo esgotar.

Pelo terceiro lugar, Roberto Cyborg (Fight Sports) derrotou Jared Dopp e garantiu o bronze na decisão dos juízes.

Feminino até 60kg

Bia Mesquita (Gracie Humaita) finalizou Bianca Basílio (Almeida JJ) com um armlock aos 8:26 de luta, e garantiu o seu primeiro título do ADCC após a prata na última edição. Era o título que faltava na coleção de Bia, que já venceu todos os campeonatos da IBJJF e o World Pro da UAEJJF.

Pelo Bronze, Michelle Nicolini (Checkmat) venceu Elvira Karppinen (10th Planet Jiu-Jitsu)  por 3×0 e garantiu o terceiro lugar no pódio.

Feminino acima de 60 kg

Gabi Garcia (Alliance) retornou para o Grappling e garantiu mais um título do ADCC após vencer Talita Treta (Brotherhood) por finalização em 1:20. Gabi fez o seu jogo habitual, colocou para baixo, montou e aplicou o golpe que é sua marca registrada. Pelo terceiro lugar, Jessica da Silva venceu a inglesa Samatha Cook por 3×0 e garantiu o bronze.

Superlutas

Renzo Gracie venceu Sanae Kikuta na decisão dos juízes

Chael Sonnen derrotou Leozinho Vieira na decisão dos juízes.

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