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Thiago Vicente, atleta faixa marrom, finaliza Isaque Bahiense no ADCC Trials e se planeja para 2019: “meu objetivo é mirar alto”

Por: Carolina Lopes

Thiago Vicente é faixa marrom, treina na equipe Brazil-021, que fica no Rio de Janeiro, e disputou o ADCC Trials no último sábado (30). Vicente, como é conhecido, chegou à semifinal da sua chave na categoria até 88kg, perdendo por decisão da arbitragem, depois de passar pelo faixa preta Isaque Bahiense, atual campeão do Mundial, Europeu e Pan no peso médio.

Não foi dessa vez que ele conseguiu uma vaga para o maior torneio de luta agarrada do mundo. Apesar disso, está feliz com seu desempenho e também por saber que pode chegar ainda mais longe, competindo entre os melhores do esporte.

O faixa marrom já estava se preparando desde o início do ano para a competição, fazendo os treinos de jiu-jitsu e a preparação física (com a Head Coach). Chegando mais perto da seletiva, intensificou o ritmo. “Além dos treinos na minha academia, eu também treinava uma vez na semana com um dos favoritos ao título do ADCC e referência na luta livre, Miltinho Vieira. E ajustava tudo com o meu mestre Flávio Aleluia.”

Lutando entre os melhores

Isaque Bahiense estava, inicialmente, uma categoria abaixo (até 77kg), mas subiu, caindo na chave de Vicente. Ele conta que quando a staff disse que iria lutar contra o faixa preta, seu coração acelerou. “Mas coloquei a cabeça no lugar e lembrei da frase que postei nas minhas redes sociais antes de viajar: ‘treine até que seus ídolos se tornem seus adversários’. E com esse frase eu fui para luta.”, destacou.

O ADCC tem regras diferentes de outros campeonatos. Nos primeiros três minutos de luta, só o que importa é a finalização. Nos três minutos finais, os pontos passavam a valer. Em sua primeira luta, enfrentou um atleta que já finalizou lutando com kimono e ganhou por pontos de uma queda. Na segunda, também conseguiu quedar e ganhar por dois pontos. Na terceira, veio Isaque. “Estranhei ele ter puxado para a guarda, mas como eu sou passador, gostei. Trocamos bastante posições até cairmos na 50/50. Eu já estava segurando o pé dele para tentar uma chave de pé, mas começou a valer ponto e ele subiu na 50/50 para pontuar. Foi quando eu lembrei da chave de calcanhar que havia aprendido e encaixei com toda minha força.” A posição estava justa e pegou na hora.

Vicente fez a quarta luta com Leon Melo, faixa preta que ficou em 4º lugar geral na categoria. Os dois tiveram um combate duríssimo e a decisão ficou na mão da arbitragem, que deu a vitória para Leon.

Planos para o futuro

Vicente planeja lutar contra os melhores do esporte, estar nas principais competições e continuar crescendo no jiu-jitsu. “Lutar contra o Isaque me fez crescer mentalmente e reafirmou dentro do meu coração que eu estou no caminho certo” e completa: “Ele ganhou dos melhores do mundo, estava em uma fase muito boa e havia acabado de se tornar campeão pan-americano. Finalizar o Isaque foi inédito, eu via todo mundo me olhando e um silêncio tomou conta, do nada as atenções se voltaram para mim.”

“Meu objetivo para 2019 é mirar alto. Quero estar nas maiores competições e enfrentar os melhores do meu esporte. Acredito que só assim irei ganhar o meu espaço!”, conclui.