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A nova geração de faixas pretas que vem mudando o cenário do Jiu-Jitsu Feminino

Introduzido no Mundial da IBJJF em 1998, a categoria feminina passou por inúmeras mudanças desde a primeira edição em um Mundial. No primeiro momento, a divisão de peso era apenas entre leve e pesado, e englobava as faixas roxa, marrom e preta. O primeiro destaque foi para Rosângela “Zanza” Conceição, atleta da lendária Universidade Gama Filho, que representou o Brasil no Wrestling nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.

Com o passar dos anos, novas categorias de peso foram adicionadas no feminino e novos nomes surgiram como: Leka Vieira, Letícia Ribeiro, Hannete Staack. Em 2005, a IBJJF resolveu separar a faixa roxa em uma categoria a parte, mantendo apenas as faixas marrons e pretas juntas. Em 2007, o Mundial foi para os Estados Unidos e novos nomes surgiram no cenário feminino como: Michelle Nicollini, Kyra Gracie, Gabi Garcia, Ana Laura Cordeiro, Luanna Alzugir e Bia Mesquita.

Em 2016, Nosso editor-chefe Bruno Fugazza escreveu para as nossas parceiras do BJJ Girls Mag um artigo cujo título era: As faixas marrons de 2016 são a melhor geração da história do jiu-jitsu feminino? Eis que essas faixas marrons se tornaram faixas pretas e continuaram obtendo ótimos resultados em 2017. O BJJForum destrincha essa nova geração de faixas-pretas femininas que no primeiro ano de competição na nova faixa, já mostraram para que vieram.

Tayane Porfírio

Aos 22 anos, Tayane conquistou o Grand Slam da IBJJF (Quando o atleta conquista ouro nos quatro principais campeonatos: Europeu, Panamericano, Brasileiro e Mundial), algo inédito no feminino. A atleta da Alliance vem mostrando que o seu jogo não é só baseado no seu peso, vide a final contra Venla Luukonen, onde Tayane puxou para guarda e saiu para o leglock com um belo giro.

Nathiely de Jesus

Nathiely de Jesus optou por competir o Tour da UAEJJF e não fez feio! Foi a número 1 no feminino e coroou a campanha com o Ouro no World Pro. No Mundial da IBJJF Nathi também não fez feio e venceu Andresa Correa na final da categoria Meio-Pesado e ficou com a prata no absoluto.

Ana Carolina Vieira

2017 foi o ano da redenção para Ana Carolina Vieira. Após um ano com muitas lesões e algumas incertezas sobre o futuro como atleta, Baby superou todas as adversidades e conquistou três ouros importantes (Europeu, World Pro e Mundial). Com um jogo que lembra bastante o jogo de seu irmão, Ana Carolina mostrou que o jogo de passagem de guarda continua com muita moral com os espectadores da arte suave.

Talita Alencar

Talita Alencar posicionou seu nome entre as melhores do mundo em 2017 com três ouros (Pan, World Pro e Mundial). A atleta que mudou para a Alliance ano passado, mostrou muita raça e vontade contra adversárias experientes como: Kristina Barlaan e Gezary Matuda, sendo contra a última, uma das melhores finais do Mundial de 2017.

Cláudia do Val

 

Apesar de só ter começado a competir na faixa marrom, Cláudia conseguiu muitos resultados positivos. Em seu primeiro ano na Faixa-Preta, a aluna de Ricardo De La Riva conseguiu ouro no Brasileiro e no Mundial e uma prata no Pan. Com uma guarda bem agressiva e ótimos ataques partindo do omoplata, Cláudia mostrou ao que veio e colocou o seu nome na galeria de campeões da IBJJF.

Bianca Basílio

Bianca Basílio tem feito ótimas lutas e conquistado excelentes resultados em seu primeiro ano como faixa preta. Com os ouros no Panamericano e ouro duplo no Curitiba Open e a prata no Brasileiro após uma guerra contra Bia Mesquita mostraram que a atleta da Almeida Jiu-Jitsu é um grande nome para os próximos anos na faixa preta. dona de um estilo agressivo e um ótimo arsenal de quedas (tendo surpreendido até Tayane Porfírio no Pan) são as chaves no jogo de Bia.