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Feras do Jiu-Jitsu apontam cinco benefícios que a arte suave pode oferecer – Marcelo Barone – Tatame

Foto Eduardo Ferreira

Foto Eduardo Ferreira

Toda e qualquer atividade física faz bem à saúde do corpo e da mente. O esporte, de uma forma geral, melhora a força muscular, atua na redução de peso e alivia o estresse. Mas, existe uma arte marcial que pode ser praticada por ambos os sexos, em qualquer idade, capaz de englobar todos os itens citados e se incorporar na vida do praticante, tornando parte de seu dia a dia. Bem mais que um esporte, o Jiu-Jitsu tem valores e ensinamentos que podem ser aplicados à sociedade e que ajudam na vida pessoal. A TATAME entrevistou cinco feras da arte suave, que falaram sobre os ganhos que a prática da modalidade pode trazer.

Personalidade

Muzio De Angelis – árbitro da IBJJF

“De uma forma geral, há uma mudança na personalidade. Quando cursei a faculdade de Educação Física, fiz um trabalho sobre crianças e a gente viu que, de uma forma geral, o Jiu-Jitsu muda a personalidade da pessoa. Ela fica menos agressiva porque extravasa praticando o esporte, acaba ficando mais sociável com várias pessoas que gostam das mesmas coisas que ela. Muitas vezes a criança ou o adolescente é rebelde quando entra na academia, então vamos mudando o caráter dela e acreditamos que para o bem”.

Perseverança

Marcos Barbosinha – líder da Barbosa Jiu-Jitsu

“Os benefícios que o esporte pode trazer é a perseverança, principalmente quando você trabalha com adolescentes, que são preguiçosos. O jovem quer saber do hoje. A sociedade caminha para a facilidade, que leva à ociosidade. O homem, naturalmente, é preguiçoso. A luta serve para isso também: você pegar o jovem que é preguiçoso e colocá-lo em forma através da perseverança para conseguir os objetivos. Todo objetivo que a gente coloca como meta precisa de perseverança e é isso que a luta em geral leva a pessoa a procurar”.

Saúde

Rafael Mendes – tricampeão mundial de Jiu-Jitsu 

“Um dos maiores benefícios que eu tive depois que comecei a lutar Jiu-Jitsu foi a melhora na minha saúde. Quando comecei a treinar, aprendi a comer coisas saudáveis, a não fumar, não beber, não usar drogas, então não existe melhor lugar para uma criança ou adolescente crescer que junto aos esportistas. Você cresce em meio a atletas, pessoas com boa índole, preocupadas com saúde e bem estar, longe de drogas, vícios e coisas erradas. Como atleta, dependo muito de minha saúde, então me alimento da melhor forma, malho diariamente, não vou a festas, não tenho vícios, tudo para que meus resultados sejam os melhores possíveis”.

Confiança

Felipe Costa – campeão mundial de Jiu-Jitsu 

“Ao praticar o Jiu-Jitsu em uma competição, por exemplo, você se expõe a um nível de estresse, de uma maneira controlada, saudável. Na vida, quando há estresse real, que pode te fazer mal, você encara aquilo de uma maneira muito mais tranquila. Entrevistas de emprego, falar em público, conversar com uma namorada, um familiar para resolver um problema, não se compara com um estresse de você entrar em uma luta. Quando acontece alguma coisa assim, a pessoa já está preparada e autoconfiante para resolver a situação”.

Disciplina

Hannette Staack – octacampeã mundial de Jiu-Jitsu

“A disciplina é um aspecto que a gente preza muito no Jiu-Jitsu, a referência em se ter um mestre. Nos Estados Unidos, onde a cultura do MMA é muito forte, esses valores se perderam um pouco. No Brasil, que ainda tem uma referência muito grande do Jiu-Jitsu, a disciplina e o respeito à hierarquia ainda são frequentes. A gente sempre busca as nossas origens, quem é o mestre, o esquema da pirâmide: do menor até a pessoa que está lá em cima e vai abrindo o leque. A disciplina tem um valor muito importante no Jiu-Jitsu”.