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O que você pensa das regras do Jiu Jitsu?

 

Campeonato Paranaense

Assistindo aos programas do Resenha Black Belt, apresentados pelo grande Márcio Cruz, eu comecei a me interessar por essa questão de como as regras do esporte influenciam no crescimento do Jiu Jitsu.

Realmente a regra do Jiu Jitsu é complicada. Tão complicada que 03 juízes podem dar resultados diferentes para a mesma luta e se a regra é complicada e subjetiva até para a arbitragem, imagine para um público não praticante de Jiu Jitsu?

Concordo com o que o André Galvão falou há um tempo, que a única maneira do Jiu Jitsu se profissionalizar é atrair um público de fora do gueto da própria arte e, dessa maneira, sair dos “streams” da vida para ganhar espaço na programação e interesse popular.

Esse interesse serviria, inclusive, para atrair mais praticantes pro Jiu Jitsu, haja vista que, ainda hoje, a maior vitrine do esporte não é o próprio Jiu Jitsu e sim o MMA. Podem perguntar para os seus conhecidos, quem não veio para o Jiu Jitsu através de amigos, pais ou irmãos, veio por que viu no MMA.

Dificilmente alguém se interessa pela arte suave por assistir competições de Jiu Jitsu. O vício que vira depois é outro papo e tem mais a ver com o prazer da prática do que com a “vistosidade” da arte.

Visto isso, uma coisa importante seria que os próprios praticantes e interessados elencassem e exemplificassem o que complica e atravanca o Jiu Jitsu, enquanto modalidade de interesse para o grande público.

Para dar início às discussões eu destacaria três pontos, os que, pra mim, são os maiores entraves a uma visão mais agradável de uma competição de Jiu Jitsu: As vantagens, as posições amarradas e as definições do que é ou não uma posição de pontuação.

Sobre as vantagens, o que complica é justamente a subjetividade do item 5.2 do artigo 5° da regra da IBJJF, que diz: “A vantagem se caracteriza pela movimentação incompleta de uma posição passível de pontuação.

O árbitro deverá avaliar se o atleta levou real perigo ao adversário, chegando muito próximo de atingir a posição passível de pontuação”. Se a avaliação é do árbitro e não resultado de um fato, se torna subjetiva e passível de diversas interpretações.

Isso torna a regra confusa. Não sou favorável à retirada das vantagens, acho interessante como ponto de avaliação de uma luta, mas a regra deveria atribuir vantagem somente a posições não estabilizadas: Botou os ganchos mas não ficou os 3 segundos, vantagem, chegou do lado, mas não ficou os três segundos, vantagem, raspou e ficou por cima, não ficou os 3 segundos, vantagem, e por aí vai, com única exceção para as vantagens de finalização. A

Com referência às posições amarradas, a solução seria simples: 20 segundos, punição e volta em pé, independente de double pull, 50/50, amarração no 100kg e etc.

O último ponto que destaco é sobre a definição do que é ou não uma posição de pontuação. Ora, se você está em pé e seu adversário cai, isso é uma queda, independente de “vocês terem começado no chão, o adversário ter tentado uma posição de raspagem, mas vocês não terem soltado as pegadas”.

Da mesma maneira, dentro de um aspecto de entendimento e definição, raspagem é uma queda aplicada à partir do solo, por um dos contendores que se encontra fazendo guarda. Se você estava embaixo, fez um armdrag, subiu e abraçou as costas do adversário você não aplicou uma queda a partir do solo, por isso deveria pontuar somente se colocasse os ganchos, pois está tentando dominar as costas!

Em minha concepção, estes seriam alguns dos pontos que, resolvidos, deixariam as lutas mais simples, atrativas e menos confusas, diminuindo, inclusive, erros de arbitragem. E você, leitor, o que pensa a respeito? O que sugere como mudança? Ou não mudaria nada? Com a palavra, vocês.

 

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